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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Banco de dados ou bando de dados?


Como profissionais de marketing, estamos nos tornando cada vez mais lógicos e estatísticos. Até onde isso é bom?

É bom, por que conseguimos mensurar de maneira mais assertiva nossos resultados e indicadores. Mas, é preciso ter cuidado para não incorrer em um grande erro: CRIAR FÓRMULAS E PADRÕES DE COMPORTAMENTOS QUE SÓ EXISTE EM SUAS DEFESAS DE AÇÃO.

É comum encontrarmos nas organizações sistemas de inteligências de marketing – os famosos banco de dados, com informações sobre classes sociais, profissão, gêneros, idades e regiões de moradia. Devo lhe informar que isso não é mais suficiente em um mundo efêmero, plural e multicultural.

Antes, as empresas julgavam o consumo dos seus clientes, por exemplo, por idade e profissão. Marca “X” acreditava que um médico de 40 anos deveria usar carro “Y”. Um grande equívoco!

As pessoas não são iguais. Mesmo pertencendo á um grupo especifico, elas diferem em personalidade, desejos e sonhos. Mais do que conhecer as informações demográficas, devemos focar no estilo de vida das pessoas. Não basta saber que o nome do seu cliente é Fernando, que ele tem 27 anos e é Publicitário. Você precisa conhecer suas preferências, hobbies, costumes, medos e então, somente com essas informações, conseguirá se conectar emocionalmente com ele.

Não é importante conhecer apenas quanto ele ganha e, sim, quanto ele está disposto a gastar, e com o quê.

Hilaine Yaccoub, Antropóloga do Consumo, diz que precisamos pensar em cultura, grupos de família, situações como mobilidade urbana, ambientes normativos, questões transculturais e subculturais. Antes de criar estratégias ou planos, é preciso ouvir quem está a sua volta e prestar atenção na conversa ao lado.

Se você é profissional de marketing, busque construir uma (ou várias) persona (s) de quem comprará seu produto. Pare para olhar o mercado, escutar as pessoas e mapear os sinais da sociedade. Faça um clipping de ideias e qualifique o seu plano de marketing.

Não transforme sua inteligência de marketing em um bando de dados apenas.

Pense nisso e sucesso!


@coelhofernando

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Look Market com Frederico Torres


Essa semana meu convidado aqui no Market Look é Frederico Torres, Diretor Executivo da VCR Comunicação & Marketing. Falamos sobre estratégias on e off, sinergia entre agência / cliente e a importância do olhar holístico nos processos de criação.

Frederico é Engenheiro com especialização em Strategy & Marketing pela University of La Verne, Califórnia, USA.

Confira nosso bate papo!

Look Market com Frederico Torres

Blog do Fernando Coelho: Hoje muito se fala em agências on e off – por vezes ações de comunicação realizadas de maneira distintas. No final das contas o anunciante só deseja bons resultados e o cliente final uma boa experiência. Em sua opinião, as agências já aprenderam a explorar o ambiente digital eficazmente?

Frederico: Na minha opinião, a questão maior não é se as agências já aprenderam a explorar o ambiente digital, mas sim, se o anunciante já tem a maturidade suficiente para entender o que são “bons resultados”. Com a proliferação das redes sociais, é cada vez mais comum o fenômeno do cliente “obcecado por curtidas”, aquele que não se importa com o conteúdo, com a pertinência da mensagem entregue, e nem mesmo com a qualidade das peças produzidas, mas sim, com o número de seguidores ou curtidas que ele conquistou com aquele investimento, sem ter o mínimo de preocupação com a relevância dos leads conquistados.

Hoje a maior dificuldade das agências é demonstrar para esses clientes que o quantitativo das métricas online nem sempre representa o melhor para o negócio dele se não houver ROI (Return  of Investment) envolvido. Por exemplo, uma campanha estruturada no critério de CPC (Cost per Click) no google Adwords pode ter milhões de clicks em uma única manhã. Mas e se o target da campanha for mal planejado ? Não só teremos um péssimo ROI, mas um baita de um prejuízo. Mas e o cliente “obcecado por curtidas” ? Continua feliz da vida.

Blog do Fernando Coelho: Como se alcança uma melhor sinergia em comunicação atrelada aos negócios do cliente?

Frederico: Planejamento, confiança e execução. Essa tríade é a base para qualquer relação de sucesso entre agência e cliente. Sem planejamento, dificilmente haverá sucesso. Sem confiança não haverá execução. E sem execução, não existirão resultados. Simples assim.

Blog do Fernando Coelho: Hoje nas escolas de propaganda trabalha-se com o conceito do “publicitário gestor” (new business) com visão holístistica e focada não apenas em prestação de serviço de comunicação, mas, sobretudo, em uma comunicação estratégica que corrobore com o desenvolvimento do negócio do anunciante. Sua formação permite essa visão. Correto? Como é trazer um olhar diferente para dentro da propaganda?

Frederico: Fernando, não se assuste se você entrar na minha agência e se deparar com a uma discussão de 3 horas entre eu e meu Diretor de Criação, José Serra (Um exemplo de profissional, diga-se de passagem), acerca de assuntos como filosofia, física quântica, informática, marketing online, religião, política, negócios, etc. Essa cena ilustra a principal característica que me fisgou para o mundo publicitário: A dinamicidade, adequabilidade e flexibilidade com relação a qualquer assunto. Eu costumo dizer: um bom publicitário deve ser fundado em uma bela experiência de vida, pois só assim será capaz de fazer as conexões que virarão campanhas de sucesso.

Como agência, temos que lidar com todo o tipo de negócio e cliente, e por isso é tão importante essa natureza flexível do publicitário. Devemos ser capazes de entender como ninguém o dia-a-dia daquele cliente, de forma a criar não só campanhas excelentes, mas resultados pertinentes para ele.

Cresci dentro dessa formação humanística, pois desde pequeno acompanho o trabalho da minha mãe, Vanda Torres, porém me formei em um mundo bem mais analítico. Esse mix de percepções mundanas me ajudou a olhar o mercado publicitário de maneira diferente, extinguindo dogmas antigos desse mundo e criando soluções mais sustentáveis e eficientes.

Blog do Fernando Coelho:  Como você enxerga o mercado nos próximos 10 anos?

Frederico: Enxergo o mercado mais maduro e fortalecido. São Luís está em uma fase de transição, onde as agências estão cada vez mais jovens e propondo cada vez mais novas soluções. Isso é muito saudável para o mercado, porém, tudo isso leva um tempo para ser absorvido (quem sabe até mais que 10 anos), pois o anunciante ainda está muito atado ao lugar comum, ou seja, não quer ousar.
Hoje, é comum a “Stockrização” (Utilização de imagens de bancos de imagem Stock) nas campanhas e não há mais diferenciação entre os anunciantes. E sem diferenciação, como há competitividade ? concorrência ? Hoje o mercado está morno (senão frio) por culpa de diversas variáveis que não vale a pena elencar aqui. Mas será que uma parte, mesmo que pequena, não é culpa da propaganda falha que veem-se implementando nos ÚLTIMOS 10 anos na cidade ? Vale a reflexão.

Blog do Fernando Coelho: Em uma frase, qual seu Market look? Qual sua visão do mercado e da vida?

Frederico: Paixão. Esse sentimento é capaz de realizar tudo que almejamos.

MINI-BIO DE FREDERICO TORRES:

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com especialização em Strategy & Marketing pela University of La Verne, Califórnia, USA.  Como Engenheiro, participou do desenvolvimento de sistemas de segurança para soluções fotovoltaicas conectadas à rede elétrica em parceria com o Instituto Nacional de Eletrônica de Potência, tornando-se especialista em algoritmos anti-ilhamento para inversores de baixa e média potência.


Em 2014, mudou o curso de sua carreira ao assumir a diretoria executiva da VCR Comunicação & Marketing, onde atua no front de Planejamento, Planejamento de mídia on e off-line e prospecção de novos negócios. 

terça-feira, 10 de março de 2015

Qual o perfil de um profissional de criativo?


O mercado nos apresenta cada dia mais um cenário de concorrência, onde para se diferenciar é preciso agir com criatividade e inovação. Segundo Carlos Alberto de Faria, da Merkatus Consultoria, a vantagem competitiva ou diferencial competitivo é uma ou um conjunto de características que permitem à uma empresa diferenciar-se por entregar mais valor aos seus clientes.

A criatividade, portanto, está intimamente ligada a vantagem competitiva. Mas, como posso me tornar um profissional criativo e ajudar a empresa a se diferenciar no mercado?

Listei abaixo algumas características que são sine qua non neste processo:

  • As pessoas criativas são mais flexíveis – elas contestam os padrões e vão além do óbvio, saindo da sua zona de conforto e buscando o diferencial por meio da experimentação.
  • Existe uma máxima que diz assim: “para ter uma boa ideia é preciso ter várias ideias”. O profissional criativo gera várias ideias para um problema. Ele busca ser um identificador de oportunidades.
  • Outro fator importante é o da colaboração. O criativo não olha apenas para o seu processo – ele possui visão sistêmica, está atento ao todo dentro da sua área ou empresa. Quanto mais ele integra (e se integra), mais fácil será desenvolver conexões e inovação. Nossa sociedade é colaborativa.
  • Sensibilidade! Em marketing, você precisa mais do que olhar o outro, entendê-lo. É necessário decodificar sentimentos e interesses. Dessa maneira é possível extrair qualitativamente a base para o objeto de inovação.
  • Por fim, acredito que a curiosidade seja um item primordial. O profissional curioso é capaz de investigar mais profundamente os fatos e oportunidades que estão à sua frente. Isso possibilita a criação de um “produto” mais assertivo.

Pense nesses pontos e faça a diferença.


@coelhofernando

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mercado gayfriend



Esta semana em uma das minhas aulas, falando sobre segmentação e nicho de mercado, um dos alunos levantou a desatenção mercadológica com o público homossexual. Então, resolvi escrever este artigo para sinalizar o quanto este público, denominado pelos especialistas como gatfriend, está crescendo e é pouco percebido pelas marcas.
De acordo com pesquisa realizada pela inSearch Tendências e Estudos de Mercado, em 2014, a população homossexual foi estimada em 18 milhões de pessoas no Brasil, destes, 78%  possuem cartão de crédito e gastam até 30% mais em bens de consumo do que os heterossexuais.

Outro ponto que merece destaque é quanto a média salarial de R$ 3.247,00 e uma estrutura familiar não-tradicional, boa parte sem filhos, os homossexuais têm mais oportunidades em consumir imóveis, carros e viagens. E agora faço uma pergunta: SUA MARCA ESTÁ ATENTA A ESSA NOVA DEMANDA?

Quando falamos em comunicação e relacionamento com o público gayfriend alguns pontos são de extrema importância:

As ações não precisam ser complexas, tão pouco estereotipadas. O tom da comunicação deve ser suave e sem imposições sociais. O Banco Itaú, por exemplo, durante uma “parada LGBT “ parabenizou a diversidade por meio da bandeira do movimento e da frase "A gente é laranja, mas é feito pra todas as cores".


O dialogo deve ser também pontual e com um aproouche simpático. No dia do homem, por exemplo, o Shopping da Ilha, em São Luis-MA, divulgou uma campanha digital no Facebook com a frase: “homem com homem também em coisa de homem”.


Monitore as manifestações sociais deste público. Feeling é importante, mas mensuração é fundamental – acompanhar o público ajuda na construção de ações para relacionamento e relacionamento é trabalho de longo prazo.

Por fim, fique atento as tendências. Hoje já existem livros e eventos específicos direcionados aos profissionais de marketing para melhor entendimento desde nicho de mercado. Eventos como a Expo Business LGBT Mercosul ou os livro Princípios de Marketing (Kotler) e Mercado GLS (Reinaldo e Bacelar) ajudam as marcas e gestores de marketing a entenderem o perfil dos homossexuais.


Abra os olhos e melhore seus resultados! Grande abraço.

@coelhofernando





segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Market Look com Guilherme Dearo

Meu convidado desta semana é um Jornalista que navega pelo mundo do marketing.  Para ele, Ignorar o online ou tratá-lo como subproduto ou complemento da mídia impressa é erro fatal.

Guilherme Dearo já passou pelas redações de Folha, Guia do Estudante e VEJA. Hoje, escreve para Coluna Marketing da Exame.com. Confira!!!

Market Look com Guilherme Dearo

Blog do Fernando Coelho: Você possui experiência em mídia impressa e on line. Quais os pontos mais atraentes de cada plataforma? E se você tivesse de optar em atuar em apenas uma delas, qual seria?

Guilherme: Difícil escolher uma das duas plataformas. No online, trabalhei durante dois anos no Internet Núcleo Jovem da Editora Abril, fazendo coisas para os sites de Guia do Estudante e Aventuras na História; e agora, como editor-assistente do site da Exame, desde outubro de 2013. O que atrai no online é que ele é o presente e o futuro, simples. Ignorar o online ou tratá-lo como subproduto ou complemento do impresso é erro fatal. Vale pela dinâmica de escrever todo dia, rapidamente, e já pensar nas estratégias para ampliar a leitura: como e quando colocar nas redes sociais, como colocar na home etc. E tem uma proximidade maior com o público leitor, você recebe um feedback em tempo real quando analisa as métricas no Analytics ou os comentários nas redes sociais. É um termômetro bem dinâmico.

Já no impresso, trabalhei dois anos como repórter da Veja, além de trabalhos freelances de alguns meses no Guia da Folha e no Jornal da USP. É atraente pelo trabalho mais apurado e reflexivo. Você tem alguns dias para apurar e escrever (no caso da Veja, em média três, no máximo). É atraente por ver o processo de pensar uma revista do começo ao fim, da paginação à impressão, de interagir com várias áreas da redação ao longo do fechamento: pessoal da arte, da fotografia, da checagem, da revisão. Você sente um trabalho em equipe mais forte. Fora que é inegável o prazer de ver algo impresso, de ver a revista na banca, na sua mão. É o velho fetiche de se folhear um livro, uma revista. O apelo da materialidade.

Se fosse para escolher, escolheria o impresso. Talvez eu seja nostálgico. Mas não precisamos escolher, para falar a verdade. A realidade é que, cada vez mais, daqui em diante, todos trabalharão com tudo: redações integradas, online e impresso misturados. Essa fronteira vai sumir. As redações que não fizerem isso vão ficar para trás, certamente.

Blog do Fernando Coelho: Quando se fala em comunicação com o mercado, rapidamente se pensa em Publicidade e Propaganda. Costumo dizer que o Jornalismo cada vez mais se torna estratégico e com foco na colaboração para construção de grandes marcas.  Quais as perspectivas para o Jornalismo Estratégico em 2015?

Guilherme: As marcas, com a internet e as redes sociais, com o jornalismo online, perceberam que o Jornalismo é um ponto a ser levado em conta nas estratégias de comunicação. Uma notícia boa ou ruim vai afetar a marca. Os PR precisam estar a postos, assim como os assessores de imprensa e os gerenciadores de crise, no pior dos cenários.

A força do jornalismo ganha mais destaque com as redes sociais. Basta ver o caso recente da Diletto. Tudo começou por causa da matéria da revista Exame. Depois, com as matérias no site, que deram seguimento ao caso, a coisa foi ficando maior. Nas matérias que falaram sobre isso no site da Exame, foram centenas de comentários, que por aqui são feitos via Facebook, o sistema de comentários está integrado à rede social. Pois o perfil oficial da Diletto foi respondendo um por um. Quer dizer, a marca, percebendo a reação das pessoas, se preocupou em vir até nosso site, ver os comentários do Facebook e responder consumidor por consumidor.

Em outros tempos, de impresso, faria no máximo uma “Nota oficial”, que divulgaria para a imprensa. Mas os tempos são outros. Assim como os jornalistas, as marcas precisam estar respondendo leitores/consumidores, ouvir o que eles têm para dizer. Em resumo: o consumidor – que é também um leitor, um ouvinte, um telespectador etc – tem cada vez mais força.
Em 2015 essa integração redes sociais/jornalismo, claro, vai aumentar. As marcas deverão ficar de olho nisso.

Blog do Fernando Coelho: Recentemente em sua coluna no Portal Exame, você explanou que 56% dos brasileiros dizem que a internet impacta na hora de decidir alguma compra. As empresas exploram adequadamente essa plataforma? Qual sua sugestão para melhor aproveitamento desta mídia?

Guilherme: Nessa matéria usei uma pesquisa que mostrou que, mesmo que a pessoa vá à loja física comprar um produto, ela vai olhar a loja virtual da marca antes. Se o site é ruim, não dá acesso às informações de maneira adequada, o consumidor foge. É um perigo para uma empresa com uma bela loja no shopping, mas uma vida virtual desatualizada. Não sei dizer se a maioria das empresas está atenta às plataformas digitais já que não me deparei com nenhum estudo detalhado sobre. Mas chutaria que não. Basta ver como ainda há sites e lojas virtuais feios, desatualizados, mal desenhados. Basta ver, também, como muitas marcas ainda trabalham de maneira amadora nas redes sociais: com erros de português, poucas atualizações, discussões e grosserias com usuários, conteúdo impróprio para aquele perfil de rede/usuários. Muitas nem têm perfis oficiais em redes sociais ou divulgam seus sites de maneira clara. Parece que ficaram parados em 1995.

Minha sugestão para as marcas é básica e óbvia, já é dita há anos: presença profissional nas redes sociais (um site decente não é mais opção em pleno 2015). Um perfil simpático, com constantes atualizações, antenado, solícito.

Blog do Fernando Coelho: Diante da recente polêmica envolvendo as marcas Diletto e Do Bem, o que podemos tirar de lição sobre storytelling e simulacros na comunicação?

Guilherme: Eu diria para as marcas tomarem cuidado! Hehe Em época de redes sociais, qualquer “gafe” pode ganhar proporções desastrosas. A coisa ganha volume, cresce rapidamente, foge do controle, de repente são dezenas de milhares comentando aquilo – e muitas vezes xingando. Não acho que Diletto e Do Bem agiram de má fé em nenhum momento. Mas, quando o consumidor, por algum motivo, acha que está sendo enganado, não tem mais volta. Ele vai falar no Facebook, no Twitter... Acho que toda marca precisa valorizar a sua verdadeira história. Não precisa aumentar, fantasiar. Alguma coisa na história dela deve ser interessante. A realidade pode ser, muitas vezes, mais legal que a ficção. Quase sempre é, na verdade.

Entendo que as marcas busquem a todo custo, hoje em dia, se ligar aos conceitos do momento - eco-friendly, orgânico, familiar, socialmente engajado, até “fofo”- e nisso fantasiem alguma história... mas, se não há em sua história ou modo de agir coisas que se liguem a tais conceitos, então é hora, simplesmente, de começar a escrever uma nova história, agir de uma nova maneira, até que a realidade se encaixe naturalmente a eles. Quer parecer uma marca familiar? Então realmente trabalhe com pequenos produtores. Quer parecer socialmente responsável? Então seja socialmente responsável.

Blog do Fernando Coelho:  Em uma frase, qual seu Market Look? Qual sua visão de mundo e mercado?

Guilherme: Sempre penso que o ser humano deve ser o parâmetro de tudo. Em qualquer profissão, ele é o começo, meio e fim. Todo trabalho, comunicação e jornalismo aí incluídos, deve ser voltado para o aprimoramento humano e social, garantindo acesso aos direitos fundamentais e indissociáveis. Qualquer outro fim – dinheiro, fama etc – é secundário e pura consequência.


MINI BIO DE GUILHERME DEARO:

Formado em Jornalismo pela ECA-USP, é editor-assistente de Marketing de EXAME.com. Como jornalista desde 2009, já passou por Folha, Guia do Estudante e VEJA. Também segue carreira como escritor - como poeta e dramaturgo, já com livro publicado e peças encenadas nos últimos dois anos. Também já estudou Fotografia no Senac-SP.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Agregue valor a sua marca


Todos os dias escutamos que fará a diferença do mercado quem agregar valor. Os produtos e serviços estão cada vez mais iguais e comoditizados, vivemos na sociedade dos excessos e ofertas em demasia. E o que é significa na verdade “agregar valor”?

Conceitualmente, agregar valor é acrescentar inovações, valores, e diferenciar aquilo que é colocado no mercado, de modo a satisfazer seu cliente. Ao agregar valor é preciso embutir maior qualidade no que está sendo oferecido.  

Agregar valor é um diferencial competitivo. Na administração, existe um teórico chamado Michael Porter que diz que, o lema da estratégia competitiva é ser diferente.

Costumo dizer em sala de aula que algumas atitudes simples, mas não simplistas, nos ajudam neste processo. Listei algumas abaixo:
  • O cliente precisa perceber valor na prestação do serviço – uma marca que se preocupa em entender e solucionar com verdade o problema do clientes, com absoluta certeza, ganhará pontos com ele.
  • Personalizar é a solução – faça o cliente se sentir único. Se necessário, faça adaptações. Uma frase mortal nos negócios e que deve ser abolida é: “ESSA É REGRA DA CASA”.
  • Parece bobagem, mas muita gente peca no marketing pessoal –mantenha uma boa aparência. Muitas pessoas irão, querendo ou não, lhe julgar pela “embalagem”. Lembrando que marketing pessoal não é apenas vestir-se bem, mas também, sua postura, posicionamento e atendimento.
  • Invista no relacionamento para depois vender – não tenha pressa para vender. Primeiro conheça as necessidades do cliente, se preocupe com os seus problemas, e só depois pense em vender.
  • Neutralize a concorrência com ética – nada de falar mal da marca concorrente. Você deve ser um orientador para seu cliente. Se ele perceber sua integridade, você ganhará a confiança e fidelidade dele.
  • E por fim, gosto muito dessa: ligue para seus clientes e não venda nada. Quantos vendedores ligam para seus clientes apenas para desejar um bom dia e convidar para um café? Essa atitude demonstrará o quão você o valoriza e lhe tem como parceiro.

E ai, você anda agregando valor? Reflita sobre isso e sucesso!

@coelhofernando

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Market Look com Emanuela Marques

Minha convidada de hoje é multifacetada! Jornalista de formação, publicitária de coração e comunicóloga por vocação, ainda encontra tempo para outra paixão: a poesia. Pós-graduada em Marketing pela FGV já trabalhou em Assessoria de Imprensa, Endomarketing, Editoriais Impressos e é inquieta por natureza. Conversamos sobre endomarketing e comunicação interna como estratégias empresariais. Aprecie sem moderação o Market Look de Emanuela Marques.
Market Look com Emanuela Marques
Blog do Fernando Coelho: Você é jornalista com atuação em marketing. Muita gente quando inicia essa graduação pensa em redações de jornais ou TV, todavia, existe uma infinidade a ser explorada pelo jornalista na comunicação como um todo.  Como seu olhar de Jornalista colaborou na sua atuação como profissional de marketing?
Emanuela: Essa é a característica de ser comunicóloga, é o que mais me fascina, essa pluralidade que a área traz e tantas possibilidades de atuação que ela proporciona, aliada a minha mania de experimentar, que é nata da personalidade de jornalista. E esse olhar de jornalista colaborou com várias coisas, mas acho que posso destacar a principal: a sensibilidade, pois me permitiu conhecer e entender melhor as pessoas, o meu target, o mercado e principalmente as expectativas e necessidades deles. E no marketing esse é um dos principais objetivos “entender melhor para atender melhor”.
Blog do Fernando Coelho: Você possui forte expertise em endomarketing. Como esta ferramenta pode colaborar não apenas na motivação do colaborador, mas também na satisfação do consumidor?
Emanuela: O endomarketing é uma ferramenta estratégica de extrema importância para qualquer organização, pois tem a função de integrar funcionários, produtos/serviços e clientes. E todas as ações de endomarketing partem da sua premissa básica que é primeiro satisfazer o cliente interno (colaborador), para que este motivado, em um ambiente de trabalho feliz e estimulante possa satisfazer e reter os clientes externos. Esse é o maior objetivo do endomarketing: ter funcionários satisfeitos e comprometidos com os resultados da empresa para ter um desempenho melhor e com foco nos clientes.
Blog do Fernando Coelho: Para que nossa audiência compreenda melhor, existe diferença entre comunicação interna e endomarketing. Você pode explicar?
Emanuela: A comunicação interna é uma ferramenta de comunicação que tem uma função informativa, para transmitir mensagens e notícias da empresa para seus colaboradores. O endomarketing vai além, é um conjunto de estratégias voltado para a satisfação e retenção de clientes, assim como, obtenção de resultados. Em suma, comunicação interna são processos de informação, enquanto o endomarketing trabalha o incentivo e a interação entre colaboradores e empresa. Agora é importante ressaltar que em um bom planejamento de endomarketing a comunicação interna é utilizada de forma estratégica, compartilhado as informações incorporando aos objetivos e a cultura da organização.
Blog do Fernando Coelho: Por que a Comunicação Interna tem que ser encarada como uma estratégia de gestão empresarial?
Emanuela: Porque é onde você imprime o principal ingrediente do endomarketing: a transparência. Isso é fundamental na comunicação empresa – colaborador, pois ajuda a construir uma relação de confiança imprescindível para moldar a cultura da organização, o DNA da empresa. E é aí onde entra o comprometimento dos colaboradores, a atitude de vestir a camisa que reflete no alcance das metas e objetivos da empresa.
Blog do Fernando Coelho: Em uma frase, qual seu Market look? Qual sua visão de vida e mercado?
Emanuela: A minha visão de vida é um ditado francês “le but de la vie c’est la maturation de l’ame”, que quer dizer “o propósito da vida é o amadurecimento da alma”. Essa é minha busca diária e procuro levar isso pro meu trabalho. E penso que esse deveria ser também o propósito das empresas: buscar o amadurecimento de suas almas. Porque a alma de uma organização nada mais é do que as pessoas que a constituem, sejam colaboradores, fornecedores, ou clientes, o foco maior deve ser sempre a satisfação e o desenvolvimento deles, em harmonia e equilíbrio com o ambiente em que vivemos.
MINI BIO:


Emanuela Marques é jornalista e escritora, especialista em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, tem curso na área de produção e apresentação de TV pela produtora Raízes do Maranhão e curso de Endomarketing pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. Já trabalhou em projetos independentes para TV e Rádio; trabalhou com assessoria de imprensa na CORES – Comunicação e Responsabilidade Social, atendendo marcas de diferentes segmentos como Cyrela, O Boticário e Chilli Beans; escreveu matérias de comportamento para a Revista ÓTIMA; e por último atuou como analista de comunicação, durante cinco anos, na Companhia Energética do Maranhão – CEMAR, com a formatação e consolidação do processo de endomarketing na empresa e também atuação em projetos na mesma área, na CELPA – Centrais Elétricas do Pará, ambas empresas do grupo Equatorial Energia. Atualmente, mora em Goiânia, e se dedica a projetos pessoais. É autora do blog de crônicas “Não Dá Para Controlar” (naodaparacontrolar.blogspot.com.br) e trabalha no projeto do seu primeiro livro, de poesias, no qual deseja lançar esse ano. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Market Look com Ney Lins

Para iniciar bem o ano, convidei o Consultor Empresarial Ney Lins para o primeiro Market Look de 2015. Ney se dedica ao estudo das forças do mercado, mídias digitais, relacionamento e comportamento social, trabalha com marketing deste os 14 anos e é Sócio-Diretor de Marketing da PSIU Comunicação e Eventos.

Conversamos sobre gestão de marketing, experience marketing, desenvolvimento humano e mídias sociais.

Meu convidado acredita que quanto mais conhecimento o ser humano adquire, melhor pessoa e profissional ele se torna. E quanto mais pessoas capacitadas, melhor o mundo será. Confira o bate papo.

Market Look com Ney Lins

Blog do Fernando Coelho: Quando se fala em gestão de marketing, erroneamente se confunde com gestão da comunicação. Hoje mais do que publicitar, é extremamente importante criar experiências para- consumidor. Como as marcas podem fortalecer essas experiências?

Ney: Na verdade, o erro acontece quando uma parte dos profissionais e da população em geral acham que marketing e comunicação são a mesma coisa. Como profissionais de marketing, precisamos disseminar os conceitos da nossa profissão. Enfim, sobre as experiências, as marcas deveriam focar em ouvir e entender os seus clientes/prospects. Só assim saberão o que realmente agrada-os e o que trará resultado para a sua empresa. Quando vejo empresas da construção civil, por exemplo, que "atraem" clientes para o estande de vendas com distribuição de sorvetes, isso me deixa intrigado. Será que é essa experiência que os clientes esperam ter? Não seria mais interessante, por exemplo, envolvê-los no conceito do empreendimento, criando uma experiência de como seria a vida deles no empreendimento? Gerar experiências para o consumidor tem a ver com o que a empresa está oferecendo. Marcas, criem experiências para o consumidor que o envolvam com o seu negócio e que sejam capazes de criar RELACIONAMENTO com eles. Na minha visão, Marketing de Experiência tem a ver com Marketing de Relacionamento, pois uma coisa leva a outra e se complementam.

Blog do Fernando Coelho: O bem-estar emocional passou a fazer parte da lista de prioridades dos brasileiros. Como você enxerga novos negócios nesta área?

Ney: Creio que o Coaching é uma ferramenta incrível para desenvolver o bem-estar emocional. Considero o coaching como uma tendência em constante crescimento e aqueles que tem se beneficiado disto terá grandes resultados como profissionais e, consequentemente, para as empresas que trabalham.

Blog do Fernando Coelho: Seu negócio é marketing e desenvolvimento humano. A linha de frente é o cartão de visita de qualquer marca. As empresas estão dando a devida importância para sua força de vendas?

Ney: Não do jeito que deveriam. Não só a força de vendas precisa estar em constante evolução, mas toda a empresa precisa desse desenvolvimento contínuo. Precisamos criar nas empresas uma mentalidade de capacitação constante. Os benefícios disso são enormes. Basta analisar que as maiores empresas do mundo são as que mais investem em capacitação e desenvolvimentos constante em todas as áreas da sua empresa. Empresas de pequeno e médio porte devem se espelhar nas grandes empresas, se quiserem um dia chegar ao mesmo patamar. Mas tem um problema que vai um pouco além da mentalidade das empresas, que é a mentalidades dos próprios colaboradores, que muitas vezes tem a oportunidade de capacitação oferecida pela empresa e não dão a devida atenção ou, simplesmente, não comparecem aos treinamentos. Tem uma frase minha que sempre cito nas minhas palestras e que traduz o que creio que as empresas/profissionais deveriam pensar sobre o assunto: "Sempre temos algo a aprender com qualquer pessoa. Ninguém é melhor do que ninguém. Eu posso te ensinar algo, você pode me ensinar algo e assim é a vida, um eterno aprendizado."

Blog do Fernando Coelho: Vivemos na era da colaboração e compartilhamento. O consumidor (e nossos funcionários) são hiperconectados. Como posso utilizar as redes sociais dos meus colaboradores a favor do negócio?

Ney: Em um mundo cada vez mais social onde as pessoas passaram de simples espectadores e agora são também as próprias mídias que compartilham e propagam informações e ideias, ninguém pode desdenhar do poder das Mídias Sociais e o que elas podem fazer contra ou a favor da sua empresa. A velocidade com que uma informação, boa ou ruim, é compartilhada e propagada é um risco que bate a porta e que dá calafrios nos mais céticos dos gestores. De nada adianta criar cartilhas, definir horários, criar senhas ou punir, pois estamos na era da informação, bem vindos a era da democracia digital, onde todos têm o direito de se expressar da forma que julgarem melhor. O acompanhamento e monitoramento não é papel apenas do marketing, mas também do departamento pessoal e recursos humanos que devem ter cuidados adicionais e pesquisar sobre o que o candidato costuma fazer nas mídias sociais no momento da contratação. Seguindo essa linha de pensamento colaborativo, o ideal mesmo é educar e conscientizar os colaboradores, a fim de torná-los, não apenas conscientes no uso das mídias sociais, mas peças-chave da estratégia de marketing da sua empresa. De que forma fazer isso? Ah, tem as mais variadas formas. Que tal criar peças, campanhas e textos exclusivos para deixar à disposição dos colaboradores postarem em suas próprias mídias sociais, aumentando assim o alcance e aproveitando esse público que você tem "dentro de casa"? Premie, reconheça, estimule o uso consciente e participativo.

Blog do Fernando Coelho:  Em uma frase, qual seu Market Look? Qual sua visão da vida e do mundo dos negócios?

Ney: Tenho um objetivo claro em minha vida: Ajudar a mudar o mundo através da capacitação, do conhecimento e, consequentemente da evolução intelectual da humanidade. Acredito que quanto mais conhecimento o ser humano adquire, melhor pessoa e profissional ele se torna. E quanto mais pessoas capacitadas, melhor o mundo se torna, é um ciclo!

MINI BIO DE NEY LINS: 

Profissional de marketing com certificação em Comunicação Integrada de Marketing pela ESPM, Recursos Humanos pela FGV e Marketing Digital pela 8Ps. Atua com organização de eventos desde 2003 na empresa que é Sócio-Diretor de Marketing, a PSIU Comunicação e Eventos. Tem trabalhos realizados para diversos clientes como Consultor de Marketing e nos últimos 6 anos acumulou passagens por agências de comunicação e em departamentos de marketing de grandes empresas com atuação em todo o Nordeste, entre elas: Imobiliária Eduardo Feitosa (PE), Drogarias Globo (PI), Vivo (PE), Agenciada (PI), Unu Soluções (PE), E.LIFE (PE), Rosângela Castro Imobiliária (PI), entre outros. Também é Sócio da HIP Marketing e Comunicação Digital (PI). Já soma mais de 350h de cursos de especialização com os mais conceituados profissionais nas áreas de Gestão, Marketing, Mídias Sociais e Eventos.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sua marca é autêntica?


Hoje quero falar sobre autenticidade, mas antes, vou lhe perguntar: - a marca que você gerencia ou presta serviços, é autêntica?

Segundo dicionário da língua portuguesa, a palavra autenticidade se traduz como “natureza daquilo que é real ou verdadeiro”.

Agora, vamos refletir juntos. Quantas vezes prometemos entregar algo e não o fazemos? Gosto sempre de citar em sala de aula que existem basicamente três níveis de satisfação do consumidor: satisfeito, insatisfeito e encantado. Cada um destes níveis depende da verdade da marca, ou seja, autenticidade que ela age.

Uma empresa que projeta uma aura de autenticidade é aquela percebida pelos consumidores como verdadeira e sincera – o posicionamento da sua marca será formado também com base no nível de autenticidade. Na era digital a autenticidade torna-se mais crucial ainda, pois é fato que os consumidores utilizam as ferramentas midiáticas para socializar sua visão quanto às marcas que consomem.

Ser autêntico é cada vez mais importante à medida que os consumidores se tornam cético e desacreditado em relação a publicidade e ações de marketing. Segundo o escritor Pete Blackshaw, estamos entrando em uma nova era do marketing, na qual os consumidores avaliam as marcas com base num conjunto de critérios muito mais rigorosos, colocando na mesa seus próprios valores – ou até mesmo as causas que defendem.

Se você planeja que sua marca seja bem posicionada e reconhecida como uma marca autêntica, é fundamental pensar em três pontos:

     I.        Quais os valores da minha marca?
   II.        Minha marca é verdadeira e cumpre o que promete?
 III.        Minha marca possui uma causa instigante e focada na melhoria do mundo? (isso também é dever das marcas)

Pense nisso e sucesso!

@coelhofernando


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os 3.I’s para geração de ideias


Muitas vezes ficamos atordoados em busca de ideias diferentes – lemos anuais de criação, buscamos referencias em pesquisas, navegamos por blogs de publicidade e nada de uma ideia diferente chegar. É de fato angustiante.

Existem duas técnicas que são super simples (mas não simplistas) e eficientes: 

a) A primeira é o T.B.C
b)   E a segunda são os 3.I’s para geração de ideias

O T.B.C é a mais fácil de aplicar, o significado da sigla é “tire a bunda da cadeira”. Às vezes (quase sempre) ficamos presos as nossas maquinas, internet, escritórios, enquanto o mundo fora lá está acontecendo freneticamente – e as respostas para toda solução mercadológica está nas pessoas (no mundo). Então, para inovar, vá a campo, saia do seu escritório.

A segunda prática, chamaremos de 3.I’s para geração de ideias, que descreverei a seguir:

Inspiração – olhe para as pessoas, suas necessidades, dificuldade, desejos, sonhos. Olhe para o mercado. A resposta está lá. É sempre bom no desenvolvimento de uma campanha ou solução mercadológico conversamos com os clientes, observarmos seus hábitos e atitudes – a partir daí é possível extrair vários insigths.

Idealização – com base nas suas observações e vivências, elucubre propostas diferenciadas. Dedique um tempo para analisar o que foi observado e levantado, decodificando tudo isso em forma de ideias e conceitos sintetizados.

Implementação – por fim, desenvolva um projeto consistente, conceitual e técnico. Raimar Richers já dizia, “marketing é endender para atender”. Após tudo que foi levantando e traduzido, torna-se mais fácil agradar empaticamente o seu clientes.

Minha dica final é: para uma solução de fato criativa e coerente, é preciso tempo para observar o problema. Às vezes você é cobrado por inovação, mas não te dão tempo suficiente para produzir qualitativamente. A qualidade de uma solução está diretamente ligada o tempo dedicado ao estudo.

@coelhofernando