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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Market Look Ricardo Leão


Consumo simbólico, brand experience, transmedia storytelling e redes sociais... estes foram alguns temas que conversei com Ricardo Leão para o Market Look.

Ricardo é Administrador e CEO na Agência MAK – Marketing Advanced Key Account, agência especializada em ativação de marcas, produtos e serviços, atendendo clientes como Heineken, Devassa, Dove, Citroen, Skol e outros. Confira nosso bate papo!

Market Look Ricardo Leão

Blog do Fernando Coelho: Sua agência é especializada em brand experience. Explique melhor para nossa audiência sobre esse conceito e como utilizá-lo para aproximar a marca do público e criar diferencial competitivo.

Ricardo Leão: O conceito de brand experience pode ser resumido como uma estratégia de marketing com o objetivo de provocar uma interação entre a marca, consumidores e parceiros, resultando então a criação e/ou aumento de valor através de experiências marcantes. O valor neste caso está relacionado com o conceito de imagem, ou seja, refere–se muito mais às percepções e associações feitas pelos consumidores com as marcas.

Não basta colocar à disposição uma situação de interação com o produto. É preciso um acompanhamento do início ao fim do processo interativo. Para que o consumidor não se sinta abandonado pela marca, o planejamento precisa prever a continuidade deste relacionamento. E para isso é importante conhecer com profundidade o target (público-alvo) de modo a estar certo que o produto tem algo, de fato, a agregar e oferecer. Lembrando que devemos sempre agir de forma criativa e inovadora, agregando conhecimento, sentimento e inteligência.

Blog do Fernando Coelho:  Hoje vivemos na era do consumo simbólico. Viver uma experiência é tão importante quanto ter um produto ou adquirir um serviço. Na era dos selfies, tornar o consumo pessoal em social digital também é um novo hábito do consumidor. Como as marcas podem explorar essas novas demandas a fim de amplificar o seu poder no ambiente digital?

Ricardo Leão: Hoje, não basta apenas expor produtos ou serviços. É preciso envolver o consumidor e convidá-lo a participar. A experiência não precisa ser grandiosa. Porém, precisa ser sempre inusitada, surpreendente. 

É importante que as marcas possuam seus perfis nas redes sociais. Com o crescente aumento de usuários de inúmeras redes sociais é possível resumir e exemplificar esse tema, pois através desta tecnologia digital temos como resultado um aumento na globalização e automaticamente na aproximação de todos os seus integrantes. Isso somado a quantidade de pessoas que adquirem e utilizam cada vez mais aparelhos portáteis com câmeras fotográficas de alta resolução e acesso rápido à internet, podemos entender então que o merchandising fora do PDV (ponto de venda) gratuito acontece de forma automática quando o consumidor, por exemplo, publica em sua rede social uma foto e/ou um relato sobre a experiência que teve com a marca mesmo que involuntariamente.

Blog do Fernando Coelho: Estou lendo o Livro “O que as mulheres querem”, do antropólogo norte americano Paco Underhil, e lá ele cita que o mercado ainda não se atentou para o poder de consumo do público feminino. A grande maioria dos serviços são oferecidos de maneira generalista. Como utilizar o brand experience para personalizar os serviços e criar maior afinidade com o publico feminino?

Ricardo Leão: É verdade que a maioria dos serviços e produtos são oferecidos para o público de maneira geral, porém é importante nesse momento saber se você deve ou não direcionar sua atenção para um público específico masculino ou feminino. A não ser que o produto seja para determinado usuário em questão.

Como exemplo posso citar uma ação que estamos realizando no litoral norte de São Paulo, mais precisamente na praia de Maresias, o Spa OX do cliente Flora. Para essa ação criamos um cenário personalizado aonde o público pode desfrutar de uma massagem relaxante ou obter um penteado diferente de verão utilizando os produtos da marca. Ambos os serviços podem ser aproveitados por homens e mulheres, porém o foco principal neste caso está sendo dado ao público feminino tendo em vista que grande parte dos produtos da linha de cosméticos da marca é para esse perfil.  

Blog do Fernando Coelho:  Qual sua opinião a respeito do Transmedia Storytelling?

Ricardo Leão: Entendo que o Transmedia Storytelling é um “contador de histórias” e costumo definir como um trabalho onde ocorre uma junção de plataformas independentes que somadas formam um conjunto, mas que podem ser consumidas separadamente. Por exemplo, posso ver o filme sem nunca ter visto o documentário, fico satisfeito e entendo a história.

Blog do Fernando Coelho: em uma frase, qual seu market look? Qual sua visão de mundo, vida e mercado?

Ricardo Leão: O mundo infelizmente precisa de muitas melhorias assim como nós seres humanos, mas de maneira geral temos tudo ao nosso alcance se tivermos vontade buscar. Quem quer, faz acontecer.

O mercado de marketing e eventos é enorme e possui vários nichos que podem ser explorados por todos. Há espaço para todo mundo no mercado, basta saber entender qual o seu e atuar com máxima capacidade, comprometimento e transparência possível, dentro lógico, das necessidades de cada cliente. O sucesso é consequência.

MINI BIO DE RICARDO LEÃO:

Formado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e CEO na Agência MAK – Marketing Advanced Key Account

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Storytelling e o Marketing – uma história linda de amor.

Um estudo divulgado no Evento SXSW levantou o que muitos profissionais da área já desconfiavam: as pessoas não acreditam em publicidade e 76% delas a considera chata.
Qual a solução?  É preciso perceber os sentimentos e comportamento dos consumidores. As marcas e profissionais de publicidade e marketing devem compreender que a relação do consumidor com a mídia e conteúdo mudou – o consumidor ao mesmo tempo em que consome, também produz – eles são prosumers.
Funciona mais ou menos assim: você está lendo este artigo agora e tem a possibilidade de compartilhá-lo na sua rede ou ainda, emitir sua opinião. Quando você assiste á uma novela ou filme, a lógica é igual, você acessa seu Twitter e começa a tornar aquele conteúdo social, compartilhando suas emoções e opinião sobre os personagens, o que estes devem fazer, etc.
Hoje, mais do que qualquer outra época, a audiência pode assistir e interagir; nossos clientes são hiperconectados e querem conversar com a marca e com todos em sua rede.
Marcelo Chamusca diz que a nova conjugação social é: “eu, tu, nós e nós todos”. E como o marketing deve agir?
A solução são as story’s ou storytelling.
Sotrytelling é a habilidade de contar histórias por meio de imagens, áudios e desenhos, com um conteúdo atraente e que seja fácil e instigante para  compartilhar. Através de uma história que pode ser contada em livros, filme, HQ, intervenções urbanas, a marca insere seu logo e produtos de forma sútil e coerente com os cenários. Por ser uma história, há maior possibilidades da audiência se interessar e neste momento não apenas compartilhar o conteúdo, como também interagir e opinar. E ai, o que acontece? Sua marca está lá no meio, impactando todos que terão contato com aquela narrativa.
O que a marca ganha?
Histórias possuem a capacidade de maior assimilação – quando sua marca é parte (ou personagem) da narrativa, ela também será lembrada pelo público. Além disso, as histórias tem capacidade de humanização e criam proximidade, elas são capazes de associar-se a valores e promover produtos e serviços de forma leve ao mesmo tempo em que viraliza.
Pense Nisso! Conte uma boa história hoje!
@coelhofernando