sexta-feira, 16 de março de 2012

BRIEF DA SEMANA

O BRIEF DA SEMANA é um novo espaço do blog para promover as criações e acontecimentos semanais do “mercado de ideias”.

O que aconteceu de mais importante no mercado da propaganda local eu conto aqui!

Criativos, Mídias, Produção... o brief tá lançado, podem ler!

G1 Maranhão 

A partir desta sexta-feira (16), o Maranhão vai ter uma página no G1, o maior site de notícias do país. Além do G1, entram no ar também, o site da TV Mirante e do Globoesporte.com.

O G1 Maranhão, o GE Maranhão e a página da TV Mirante na internet entram no ar nesta sexta-feira ao meio-dia. Você vai poder acessar no: g1.com.br/maranhão

VCR ganha concorrência e volta a atender a Vale

Depois de concorrência da qual participaram seis agências de propaganda de São Luís, a VCR Comunicação e Marketing saiu vitoriosa e volta a atender a Vale. A alegria é renovada, uma vez que durante 10 anos (1998-2008), a agência atendeu a Companhia, emplacando campanhas memoráveis a exemplo de Do Seu Lado e Parque Botânico, que valem a pena relembrar. Veja os vídeos.

Quadrante é finalista no Índice de Desempenho do Fornecedor (IDF)

A Quadrante foi uma das 12 empresas finalistas no Índice de Desempenho do Fornecedor (IDF), promovido pela Vale. O IDF é obtido por meio da avaliação sistemática dos contratos de serviços e materiais, realizada pelos seus gestores. O intuito é gerar informações sobre os contratos e a performance destas empresas.

O IDF tem como objetivos prover subsídios para a Vale realizar as contratações mais adequadas às suas necessidades; estabelecer uma sistemática para a avaliação do desempenho de fornecedores de serviços e de materiais; definir um padrão de acompanhamento e tratamento dos fornecedores envolvendo gestores, fiscais de contratos e avaliadores delegados; estabelecer um relacionamento mais transparente com o mercado.

Inventta e TV Guará, o início de uma boa parceria.

(Foto Destaque da Semana)


quinta-feira, 8 de março de 2012

Look Market com Benedito Cantanhede


Meu próximo convidado do Look Market é um maranhense-carioca, ele acredita que a propaganda é um mix de sinergia e que, pensar fora da caixa nos torna pessoas (e profissionais) mais felizes... ele é professor, publicitário pela PUC, MBA em Marketing e Especialista em Gestão Empresarial.

Já passou pela Almap/BBDO, JWThompso, Y&R, Futura Propaganda, foi sócio diretor da Red Café Comunicação e hoje é Marketing Manager da GL events Brasil e professor nos cursos de Publicidade e Marketing da UniverCidade, Gama Filho, FGV e Senac Rio.

Aprecie sem moderação o bate-papo com o espetacular Benedito Cantanhede.

Look Market com Benedito Cantanhede 

Blog do Fernando: Você é maranhense, nascido e criado na ilha do amor, se formou em Publicidade pela PUC e sua primeira experiência com propaganda foi na Almap/BBDO (Já começou bem). Confere as informações? Como foi essa trajetória de São Luis para o Rio de Janeiro?
Benedito: sim. Sou maranhense nascido e criado. Estudei o colegial no Marista e sai de lá para fazer Publicidade aqui na PUC. Já se passaram 29 anos e volto sempre em São Luis para mergulhar na Praia do Meio, comer caranguejo e ministrar cursos e palestras.
Realmente tive a sorte de começar bem... na Almap...
A minha trajetória foi bem definida. Sempre tive foco no que queria (e quero fazer). Quando estava no segundo grau, sempre gostei de publicidade, mas tinha um problema... São Luis não tinha o curso... E ai como devo fazer? Fiz a cabeça dos meus pais e encarei o desafio da PUC. Deu certo! Fiz o exame da PUC, fui muito bem colocado (também tinha passado em outras 2 universidades).
A PUC foi o portão de entrada para o mundo da publicidade. Na minha época tinha o Nisan dois anos acima, tinha a turma da criação da DPZ que estudava por lá e fora os professores, a maioria do mercado (MPM, JWThompson, Almap e outras agencias locais).
No segundo ano da PUC, já tinha um ciclo bom de amizades do mercado e comecei a participar dos processos de seleção. A Almap foi que tinha me escolhido pelo um projeto acadêmico na área de planejamento. Dai foi o começo, que nunca mais sai....
Comecei na Almap, depois fui para a JWThompson, Y&R (no escritório carioca da V&S), Futura Propaganda e depois participei do projeto da RedCafé. Ha 3 anos sou o Marketing Manager da GL events, uma multinacional francesa que é a segunda maior empresa do mundo no setor de eventos. 
Blog do Fernando: A propaganda maranhense tem ganhado notoriedade no cenário norte-nordeste. Como é visto o profissional maranhense fora deste eixo?
Benedito: Esse fato tem me deixado orgulhoso. Tenho mais 2 amigos da minha geração que ainda estão no mercado (o França que é D.Arte e D-Jay e o Sidnei que é D.Arte e jpa ganhou até Cannes) que tem o mesmo sentimento. Na minha época (início da década de 80) ninguém sonhava nesse boom da publicidade local. Lembro-me do Caracas "ralando" para manter a agencia em evidência e harmonia. Esse negócio, como sabemos, é um mix de sinergia de trabalho entre agencia e anunciante.
Acho que hoje tem mais marcas locais precisando ter um trabalho bacana de comunicação e as marcas nacionais e globais precisando desenvolver estratégias, mas pensando localmente.
Também acho que o mercado local (agencias, veículos, fornecedores) ainda precisa se organizar para ganhar mais força, principalmente para dar "um gás" na imagem positiva. Isso vem com um tempo!
Blog do Fernando: No Maranhão algumas marcas já entraram na onda do digital e começaram a investir neste seguimento. Uma pesquisa recente constatou que os executivos brasileiros ainda acham arriscado investir em redes sociais. Como você trabalha com GL EVENTS no meio on-line? As outras marcas do Rio de Janeiro estão sabendo usar adequadamente essa new media?
Benedito: pois é... Cada vez mais as ações nas redes sociais vem ganhando força. Isso é uma tendência mundial. Sem dúvida a flexibilidade das campanhas e o baixo custo ajudam nessa tendência.
Nos aqui na GL EVENTS investimos bem nas ações das redes sociais. 3 dos 7 negócios do Brasil tem ações bem dinâmicas. A HSBC ARENA tem que estar nas redes. Nosso público de shows e eventos esportivos são "internautas de carteirinha". A divulgação dos grandes eventos no Riocentro e a divulgação das 26 feiras organizadas pela Fagga, entre elas a Bienal Internacional do Livro e a Premier Vision.
Blog do Fernando: Você já esteve dos dois lados da moeda: agência e cliente. O trabalho da agência tende a ser mais conceitual e o cliente sempre busca os números (resultados). Eu defendo a teoria do “menos é mais”, o que pode ser percebido no comercial do Itaú, onde pela primeira vez, o banco fica em primeiro lugar na pesquisa de Lembrança de Marcas na Propaganda, segundo o Datafolha, por causa do comercial do bebê (com pouquíssimas palavras). Como você ver a “briga” entre cliente e agência? A agência deve ser mais mercadológica ou o cliente deve ser mais criativo?
Benedito: Realmente já tive dos lados do negócio. Vivi os dois mundos. Hoje uma agência e anunciante tem que, cada vez mais, viver em harmonia. Acabou a era onde a agencia faz o cliente pede e vice-versa. Hoje para uma estratégia dar certo tem que haver harmonia, pré-teste, coerência, racional criativo e principalmente o entendimento das necessidades do mercado. Se uma campanha estiver dentro dos critérios e objetivos da empresa, com certeza será sucesso e trará os resultados esperados.
Blog do Fernando: Em uma frase, qual seu Look Market da vida, do mundo e do mercado?
Benedito: Pense fora da caixa. Você será mais feliz!


segunda-feira, 5 de março de 2012

Sua empresa vende o que?


Seu ramo de negócio é uma concessionária de carro, então seu foco é venda de carro,certo? Errado! 

Engana-se quem pensa que o foco do seu negócio é aquilo se vende. Gestores e colaboradores devem entender que o foco de qualquer negócio é algo que vai muito além, mas que está bem na nossa frente: O CLIENTE.

Não é de hoje que especialistas afirmam que para conquistar um novo cliente a marca investe quatro vezes mais do que para manter um cliente antigo. Também não é de hoje que os mesmos especialistas afirmam que o poder do boca-a-boca é bem mais forte do que qualquer ação de marketing. O consumidor está na ordem do dia em qualquer planejamento.

É bem mais inteligente(e econômico)para as marcas manterem um relacionamento saudável com seus clientes,a buscar apenas conquistar novos clientes(e assim esquecerem seus atuais).Philip Kotler em uma de suas obras afirma que a função do marketing não é vender e que o marketing não está focado em lucro, mas sim em atender necessidades dos clientes e satisfazê-los, o lucro é uma consequência,ou seja, cliente satisfeito abre a mão e paga bem. 

Pesquisa recente realizada pela Amdocs apontou que os clientes estão menos fiéis às marcas, então vamos pensar juntos: se a marca trata aquele cliente como único, buscando constantemente entendê-lo (e atendê-lo) e estreita sua relação com ele, será que este cliente estará vulnerável a ser conquistado por uma marca que ele não conhece? Pode até ser que sim, porém essa probabilidade é bem menor.

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, diz que as marcas devem gostar das pessoas. Eu complemento: - E da receita que essas pessoas geram em nossos caixas.

O fato inegável é que empresas que focam seu negócio nas necessidades dos clientes, indiscutivelmente são empresas mais lucrativas e fortes mercadologicamente.

Como diz o próprio Kotler: O cliente é o rei!

E o foco do seu negócio, qual é?

@coelhofernando

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Look Market com Daniel Caracas


Publicitário com alma de administrador, esse é o perfil de Daniel Caracas,  CEO do Grupo Phocus - um profissional de alta performance que faz a publicidade regional acontecer, promovendo importantes marcas e descobrindo vários talentos criativos.

Bati um papo com o criativo onde falamos sobre mercado, clientes, gestão de pessoas, era digital e mudanças de cenários.

Aprecie nosso papo sem moderação!!!

Look Market com Daniel Caracas

Blog do Fernando: A agência de publicidade é uma fabrica de ideia, os clientes sempre que procuram uma agência tendem a utilizar a frase “quero algo diferente”. Como ser inovador num cenário extremamente competitivo?
Daniel: Sempre buscamos entregar aos nossos clientes, além de uma ideia criativa, inovadora, diferente, uma ideia pertinente. Hoje em dia, ser só diferente não é o suficiente. O conceito de uma campanha deve ter fundamento, análise de cenário e pertinência com o problema do cliente. O que separa a agência de um artista, é que um artista tem compromisso somente com sua verdade. A agência tem que ter o compromisso com o receptor, ou seja, com seu público-alvo. Comunicar é uma técnica. Tornar essa mensagem atrativa, surpreendente, inovadora, é nossa arte. Por isso que precisamos de técnica e talento. Uma boa composição desses dois ingredientes é fundamental. Às vezes observamos ideias diferentes, inovadoras, mas totalmente desassociada do problema, produto ou ideia do cliente. Criatividade com pertinência é que queremos entregar.
Blog do Fernando: Uma boa agência não se mantém apenas com boas ideias. Gestão é fundamental! Você é publicitário de formação e administrador por vocação. Como é o processo administrativo dentro da Phocus?
Daniel: Como em qualquer empresa, gestão é um ponto fundamental, muitas vezes pouco valorizado em agências de propaganda. Ao longo dos últimos anos, investimos em sistemas que permitam a interligação de todos os processos da agência melhorando a performance de todos os departamentos envolvidos e, consequentemente, gerando um resultado final de maior qualidade. Também é importante estabelecer metas bem claras e compartilha-las com a equipe responsável por trazer esses resultados. Sem dúvidas, a área mais complexa de gestão em uma agência, é a gestão de pessoas, ou como gosto de aplicar, a gestão de talentos. Digo e repito que motivar seres humanos é a tarefa mais complexa de qualquer empresa, muito difícil de ser atingida, muito fácil de ser quebrada. Com certeza, meu maior foco atualmente é na gestão de talentos e em manter a equipe motivada para entregar 100% de performance. É uma tarefa muito difícil, que envolve complexidades profundas, por isso, nem sempre é possível ter 100% de sucesso, mas essa é minha meta.
Blog do Fernando: Existe uma Phocus antes e depois de Daniel Caracas? Uma Phocus reformulada corporativamente?
Daniel: A Phocus foi fundada em 1973, portanto, tem 38 anos. É a agência em funcionamento mais antiga do Maranhão. É um orgulho trabalhar numa empresa familiar com tanto tempo de vida. Entrei em 2001 (há 10 anos), então, prefiro dizer que a Phocus teve 2 ciclos. O primeiro, comandado pelo meu pai, Rodrigo Caracas, que desbravou o mercado de publicidade no Maranhão, juntamente com outros brilhantes profissionais da época que até hoje atuam no mercado. Entrei na agência com o foco de assumi-la, o que de certa forma, deixa as coisas mais claras e facilitam o processo de transição, que não é nada fácil. A transição que durou 5 anos foi uma época muito proveitosa de maturação pessoal e profissional, “abertura de portas” mentais e enriquecimento de conteúdo. Ao longo desse tempo, meu estilo foi se implementando aos poucos, estruturando esse novo ciclo da Phocus. Em 2006, sentimos que era hora de completar essa transição – foi quando meu pai se retirou do dia-a-dia da empresa e oficialmente passei a liderar a Phocus. A partir desse ponto, pude implementar mudanças progressivas à empresa, aproximando-a do meu estilo e da minha visão de trabalho e, sem dúvida, iniciar um novo ciclo virtuoso na Phocus, com nova vida, novo gás, novo animo, que começou a ser refletido nos trabalhos, na energia que a empresa transmitia para o mercado.  Espero que isso seja só o começo. Minha meta é levar a Phocus até seus 60 anos. Chegando lá, eu também quero passar meu bastão pra alguém. (rsrsrs!)
Blog do Fernando: Eu sou defensor da ideia de que a agência NÃO é um extensor do departamento de marketing e nem um substituto. A agência é um forte parceiro. Marcio Oliveira, VP de Operações da Lew Lara diz que a agência é um apontador de solução. Como é o relacionamento da Phocus com seus clientes? Há muitas crises nesses casamentos? Como funcionam os diálogos cliente-agência?
Daniel: A agência e marketing do cliente se complementam. Um depende do outro para desenvolver um bom trabalho. Creio que parceiro estratégico é termo mais adequado para definir o relacionamento entre cliente-agência. Quando a agência participa das decisões junto ao cliente, inclusive à nível estratégico, geralmente é quando obtemos melhores resultados, maior eficácia na comunicação. Por isso confiança na competência técnica da agência é fundamental. Por muitas vezes, o cliente enxerga a agência do outro lado da mesa e não do mesmo lado. Por isso, algumas vezes, crises acontecem, principalmente nos relacionamentos mais duradouros, mas vejo isso com muita naturalidade, como parte do processo de melhoria constante dos processos e da qualidade dos trabalhos. Felizmente, hoje em dia, temos vários casos bem sucedidos de excelentes parcerias cliente-agência, aonde atuamos junto ao cliente, lado-a-lado, em decisões estratégicas, garantindo um resultado melhor das campanhas. Para que se construa essa confiança é fundamental a transparência no dialogo. Transparência é a tônica.
Blog do Fernando: A área de digital é uma realidade na comunicação contemporânea das marcas. No eixo Rio-São Paulo já vemos anunciantes utilizando-se de campanhas unicamente on-line, como por exemplo Ford, Xerox e a telefônica Sprint Nextel. No Maranhão, você acha que os consumidores estão preparados para campanhas do tipo? Existe demanda?
Daniel: Temos que cruzar essa pergunta com o próprio cenário socioeconômico do Estado. Na verdade, não é só uma questão de querer, existe toda uma condição de acesso à tecnologia que é fundamental para a eficácia da comunicação digital. Sem dúvidas, nesse quesito, o Maranhão ainda tem muito à avançar em relação ao sudeste do país (e do mundo!), mas creio que já viemos de mais longe. Hoje em dia, o acesso à internet já é bem mais democrático, apesar da qualidade e frequência desse acesso estar muito aquém do ideal. Mesmo assim, já vemos experiências exitosas no nosso estado na área de comunicação digital – mas acho que ainda temos muitíssimo à avançar. Essas experiências locais, são ainda muito tímidas e pequenas perto de todo o potencial do mundo digital. Fora que temos um carência de profissionais especializados, até por conta da falta de mercado de trabalho. No caso da Phocus, ainda estamos nos primeiros passos de desenvolvimento de uma maturidade em termos de comunicação digital, mas com nossa experiência no mercado local, esperamos avançar rápido pois, sem dúvidas, essa é uma área que só tem à crescer. E com certeza, a comunicação digital vai mudar drasticamente o negócio da propaganda muito em breve em termos de remuneração. Vamos precisar repensar o negócio e, principalmente, aonde está realmente o valor do nosso trabalho – se é em veiculações, produções ou realmente no conteúdo e ideias.
Blog do Fernando: E pra finalizar, qual seu Look Market? Qual sua visão do mundo, da vida e da comunicação regional?
Daniel: Cada vez mais rápido, o cenário social e econômico do mundo muda mais rapidamente. Antigamente, de 50 em 50 anos víamos mudanças fundamentais. Há pouco tempo, isso diminuiu para 10 anos, depois 5 anos e, hoje em dia, creio que quase de 2 em 2 anos temos uma novas conjunturas complexas de cenários. O mundo digital e a geração Y está aí para provar isso. Tudo acontece em uma velocidade cada vez maior. O longo prazo nunca foi tão curto. E o curto prazo é agora. Portanto, vou colocar minha visão sobre o que considero duas características fundamentais do profissional contemporâneo: motivação e resiliência. Positividade e motivação é fundamental em tudo, pois profissionais de alta performance não podem dar menos que 100%. O motivado faz, o desmotivado reclama. Já a resiliência, no mundo corporativo, eu diria que é a capacidade de você se adaptar rapidamente aos novos cenários, sua capacidade de lidar com muitas informações e pressões, simultaneamente, sem perder o foco. Portanto, motivação, capacidade de adaptação e resiliência são fundamentais para tomar as decisões corretas, no tempo certo e com a velocidade necessária. Pra terminar, uma frase que incorporei na minha vida empresarial: “SUCESSO É DOR. MAS O SABOR DO SUCESSO SUPERA A DOR”.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

E as pequenas empresas, podem inovar?

Pequenas empresas não só podem como devem (é obrigação).

A inovação não é mais um privilégio de grandes empresas, todas as organizações independentes de suas estruturas devem inovar constantemente se desejarem se manter no mercado.

E como as pequenas empresas podem inovar?

O primeiro passo é entender que a inovação é um tripé constituído de pessoas, ideias e ambiente.

1. As pessoas precisam ser capacitadas para que sejam mais inovadoras e geradoras de inovação.

2. As ideias geradas pelas pessoas precisam ser valorizadas, os gestores precisam criar sistemas de "captura de ideias" para que possam ser traduzidos e transformados em projetos.

3. O ambiente precisa ser favorável à inovação, não somente o físico, mas, sobretudo o ambiente de relacionamento entre setores e pessoas.

Por fim as pequenas empresas precisam compreender que a inovação não é um processo isolado e sazonal, o "ser inovador" é uma atitude comportamental diária,oriunda de observação e prática.

Inovação é permanente, é um ciclo que nunca acaba: observe, pense, faça e avalie.

Para finalizar, lembre-se que o mundo é veloz e que a inovação deve ser igualmente rápida, por isso sugiro que as pequenas - e também médias e grandes - empresas utilizem o mantra do livro "A arte da estratégia": pense grande, comece pequeno, cresça rápido.

@coelhofernando

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Afinal de contas, o que é um Meme?


Meme não é apenas um desenho engraçado viralizado nas redes sociais, meme vai muito além disso. 

O meme é um elemento cultural replicado no meio (físico ou virtual) afetando nosso comportamento e determinado a formação da cultura social. Pra entender melhor, o termo meme foi criado por Richard Dawkins no seu livro “O Gene Egoísta” e é oriundo da palavra grega “mimeme” que etimologicamente significa “algo que é imitado” - levando-se em consideração essa afirmação, qualquer coisa que evolua a base da variedade, seleção e hereditariedade é um meme.

Meme é, portanto um gene cultural que determina a maneira como a sociedade se comporta: a forma como nos vestimos, falamos, as gírias, valores, sons, línguas, palavras, bordões, desenhos, tudo é meme.

A especialista em marketing, Martha Gabriel, alerta que um meme não pode ser considerado um viral - viral é uma unidade de informação que se espalha sem sofrer alterações, já o meme se espalha como um comportamento imitado.

Pode não parecer, mas o meme é tão antigo quanto à humanidade e faz parte do nosso processo de evolução cultural afetando nosso comportamento e ocupando nosso cérebro – formando assim nossa cultura. 

Em pleno 2012 cada vez mais observaremos os memes surgindo. Precisa dizer por quê? Não, né? A evolução das tecnologias de comunicação e redes sociais explica o fato!

@coelhofernando

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Qual o posicionamento do novo profissional de marketing em 2012?


Em tempos de mudanças continuas e velozes o profissional de marketing precisa ser 360º.

O que isso significa? - Significa que aquele profissional especialista deve se tornar cada dia mais holístico, ou seja, conhecer de tudo e ter a capacidade de filtrar as informações que recebe diariamente aplicando-as corretamente no negócio que conduz.

Beth furtado, Psicóloga e Especialista em Marketing diz que a inovação só é possível quando sua experiência é multifacetada. 

Maria Paula, gerente de marketing da Robert Half afirma que hoje a melhor especialização é a generalização.

Marcos Cobra, grande mestre do marketing diz que o profissional contemporâneo deve ser tribalista, conhecer várias culturas e grupos.

Diante de todas essas recomendações fica claro que o perfil do profissional contemporâneo de marketing deve ser o de um profundo conhecedor do mercado e todas suas variáveis: o negócio em si, a comunicação, as pessoas, os costumes, sentimentos sociais e outras  UMPC’s (um monte de pequenas coisas).

Outro fator que o profissional de marketing deve estar atento é a congruência entre o lado técnico e pessoal.  Hoje em qualquer relação, acho que não somente a de marketing, não basta ser um profundo conhecedor técnico do negócio, é necessário entender que os negócios são regidos por pessoa e você deve se comportar como tal, considerando os sentimentos, espiritualidade e emoções. Philip Kotler em seu livro Marketing 3.0 afirma que as empresas devem (e precisam) cultivar a espiritualidade nas marcas. 

Concluindo, o profissional de marketing precisa ser cada vez mais gente (mais humano), mais psicólogo, sociólogo e amigo, falar uma linguagem adequada a cada stakehoder e de maneira única.

@coelhofernando