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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Market Look com Chave Amarela Propaganda


Enquanto para muitos o ano só inicia após o carnaval, para esse grupo de empreendedores o ano já começou faz tempo. São Luis ganhou uma nova agência de propaganda com uma turma cheia de vontade e talento para fazer a diferença.

Meu Market Look desta semana é com a equipe criativa da Chave Amarela Propaganda. Confira!

Market Look com Chave Amarela Propaganda

Diretor de Atendimento e Planejamento: Alan Macário
Diretor de Criação: Luiz Wellington Viana
Diretor de Arte: Pedro Ferrér
Diretor de Mídia: Júnior Nascimento
Diretora Comercial: Jaqueline Moucherek

Blog do Fernando Coelho: Contem-nos um pouco de onde surgiu a ideia da Chave Amarela Propaganda?

Luís, Alan, Junior e Pedro são colegas de Faculdade, do Curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Sá. Lá eles se conheceram, se tornaram amigos e sempre estavam juntos no ambiente da Academia. Talentosos na área de publicidade, eles criaram um grupo de trabalho de design chamado de Promossauros, através do qual fizeram alguns trabalhos voltados para a criação de artes. No ano de 2013, Luís Wellington foi contratado para trabalhar como designer na Vitryne Comunicação, empresa especializada em Assessoria de Comunicação, cuja sócia proprietária é a jornalista Jaqueline Moucherek. No decorrer dos meses foram surgindo demandas que fugiam aos trabalhos meramente jornalísticos, indo mais para a área da publicidade e propaganda. Vendo uma oportunidade para os jovens talentosos de alunos da Estácio de Sá, Luís Wellington apresentou o grupo a Jaqueline que os convidou para juntos montarem uma agência de publicidade e propaganda. A parceria foi iniciada no dia 1º de outubro de 2014, quando então nasceu a Chave Amarela Propaganda.

Blog do Fernando Coelho: O que podemos esperar da agência para o mercado maranhense?

A agência Chave Amarela Propaganda apresenta ao mercado uma forma dinâmica de atendimento e qualidade nos trabalhos. As peças possuem um processo de criação personalizado e desenhado. O desenho na verdade é o maior diferencial, com a grande tendência para o mercado de ilustração.
Apesar de ser uma agência nova no mercado, o profissionalismo e o comprometimento de entregar ao cliente um produto de qualidade estão entre principais valores da empresa, que tem a missão de oferecer aos clientes a realização de um grande sonho através da valorização e posicionamento da sua marca no mercado.

Blog do Fernando Coelho: O que mais chama atenção de vocês no mercado - de positivo e negativo? O que fariam de diferente?

Percebe-se o surgimento constante de novas agências no mercado maranhense, porém a maioria não possui um grande diferencial. Esse crescimento é positivo, pois mostra que as pessoas querem empreender cada vez mais, porém a falta de um diferencial é negativo, pois mostra ausência de inovação e qualificação na área.
Por isso, de diferencial na empresa, busca-se algo que adestaque no mercado, daí os trabalhos de ilustração. Entretanto, a agência oferece todo o mix de produtos e serviços de publicidadeaos clientes.


Blog do Fernando Coelho: Como é hoje a estrutura da agência? Como estão divididas as tarefas?

A agência possui os setores de Atendimento, Planejamento, Criação, Arte, Mídia, Comercial e Administrativo/Financeiro. As atividades da agência são divididas entre os sócios.

Diretor de Atendimento e Planejamento: Alan Macário
Diretor de Criação: Luiz Wellington Viana
Diretor de Arte: Pedro Ferrér
Diretor de Mídia: Júnior Nascimento
Diretora Comercial, Administrativo/Financeiro: Jaqueline Moucherek


Blog do Fernando Coelho: Qual o market look de vocês? Em uma frase, qual a visão de vida e filosofia da equipe?

Uma frase que representa o momento em que a equipe vive:

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. (Roberto Shinyashiki)


MINI-BIO DOS SÓCIOS:

Jaqueline Moucherek é empresária, maranhense e sócia-proprietária da Vitryne Comunicação e da Chave Amarela Publicidade. Tem formação em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é graduanda em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), pós-graduada em Jornalismo Cultural pela UFMA e com MBA em Marketing e Comunicação Estratégica pela Universidade Gama Filho – CEDECON. Também é vice-presidente da Associação dos Jovens Empresários do Maranhão e Diretora Efetiva da Associação Comercial do Maranhão (ACM).nda,

Alan Macário é sócio proprietário da Chave AmarelaPropaganda , criativo e desenrolado foram as qualidades que o direcionaram a ser a pessoa responsável por gerenciar o atendimento e o planejamento da agência, sempre atuou como consultor de vendas e tem afinidades por relações interpessoais. Atualmente é graduando em Comunicação Social – habilitação em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Estácio – São Luís.

Genésio Jr. é Sócio proprietário da agência Chave Amarela Propaganda. Trabalhou por muito tempo nos negócios da família e sempre esteve á frente quando o assunto era comunicar. Sempre antenado nas mídias sociais e sobre tudo que rola de novidade na internet, foi o cara certo pra assumir a direção de Mídia e Produção, principalmente por ser preocupado com prazos e a qualidade de tudo que é produzido. Atualmente estuda Publicidade e Propaganda na Faculdade Estácio – São Luís.

Pedro Ferréré Ilustrador, desenhista e roteirista de Histórias em Quadrinhos formado na oficina Comixx do Cartunista Joacy Jamys, possui o curso de Designer Gráfico pelo SENAC, participou de vários congressos e eventos de Design e atualmente cursa Publicidade e Propaganda pela Faculdade Estácio São Luís.

Luís Wellington, 26 anos, Ludovicense, Canceriano, sócio proprietário da Chave Amarela Propaganda e estudante de Publicidade e Propaganda.  Iniciou sua formação profissional no SENAC-MA com os cursos de Editoração Eletrônica e WEB Design; Photoshop CS3 – Dicas e Truques Avançados, uma nova experiência, Ministrado por Alexandre Keese – Adobe Certified Expert / Grupo Photopro. Iniciou sua experiência profissional nasmais diversas gráficas de São Luís, passando por impressão digital, offset, brindes, etc. Hoje, através da comunicação, busca devorar o mundo e pinta-lo de amarelo.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Market Look com Dermeson Meireles


Meu convidado deste Market Look é Publicitário, já passou pelas principais agências de propaganda de São Luis e recentemente concluiu o Curso Criação Publicitária pela Escola de Criatividade Cuca, em São Paulo.

Conversei com Dermeson Meireles sobre varejo, criatividade, designers experience e outras coisitas. Confira!

Market Look com Dermeson Meireles

Blog do Fernando: Ainda é possível vender sem se preocupar com a experiência do consumidor? Qual o grande erro dos varejistas hoje?


Dermerson: Possível ainda é. Mas óbvio que não é o ideal. É fácil ver por aí marcas que mesmo não possuindo uma conexão emocional forte com seus consumidores, ainda sim vendem bastante. O consumidor ainda é muito sensível a preço e isso influencia sua decisão de compra, principalmente no PDV. Quando esse comportamento de consumo mudar, essas marcas que fidelizam seus clientes apenas pelo preço - grande erro dos varejistas - precisarão mudar também, investindo assim em experiência de venda e pós-venda, por exemplo.

Blog do Fernando: A Hyper Island, escola de negócios criativa, divulgou este mês o resultado de uma pesquisa que indica uma escassez de designers com habilidades em experience. Olhando para a propaganda, em sua opinião, falta por parte dos Publicitários, um olhar sensível e real com foco no consumidor e suas experiências?

Dermerson: Acredito que não. Pelo contrário. Vejo que hoje os publicitários são os profissionais que mais vêm se preocupando com a experiência do consumidor. Estamos num momento onde os publicitários participam diretamente das estratégias de negócios dos seus clientes. Estamos até co-criando e desenvolvendo produtos e serviços junto ao cliente. Skol é um caso espetacular disso. A ideia do ovo da páscoa de cerveja veio da agência. Virou um produto que a Skol comercializou. Isso é experiência de marca. E como disse, veio de publicitários.

Blog do Fernando Coelho: Um briefing bem escrito colabora bastante para iluminar a criatividade de D.A’s e Redatores. O que é fundamental conter no brief para inspirar a equipe de Criação?

Dermerson: Não diria inspirar. Mas um briefing profissional é crucial para guiar os criativos envolvidos nele pelo caminho certo. Para mim, um bom briefing, mesmo que seja curto, só com uma linha, é aquele que não tem ruído. Deixa claro por que está ali na sua mesa. Qual o problema real que precisa ser resolvido. Então acredito que a clareza das informações é fundamental.

Blog do Fernando: Você fez um curso pela CUCA Escola de Criatividade. Quais as principais lições aprendidas?

Dermerson: Que não existem fórmulas, nem atalhos. É trabalho duro mesmo. Sentar e fazer. E acima de tudo, buscar sempre uma big idea, independente do formato ou da mídia que você tem à sua disposição. Hoje competimos com séries de TV, filmes, redes sociais, vídeos do YouTube, shows e uma infinidade de entretenimento que surgem todos os dias. Se nossa ideia não for tão “ducaralho” e interessante quanto essas coisas, seremos mais um incomodo na vida das pessoas.

Blog do Fernando: Em uma frase, qual seu Market Look? Qual sua visão de vida e mercado?

Dermerson: “Realize. Não release.” Essa é uma das filosofias da Almap e reflete bem o que ainda se vê hoje: gente que mais fala do que faz.

BIO:

Bacharel em Publicidade pela Faculdade São Luís. Já atuou como redator nas principais agências de São Luís como AG10, Mallmann Marketing e Grupo Phocus. Recentemente concluiu o curso de Criação Publicitária pela Escola Cuca em São Paulo. Já ministrou oficinas de Criação em eventos de comunicação e é colaborador do site de referências criativas Portfolio Lovers (www.portfoliolovers.com.br) onde escreve semanalmente sobre comunicação, arte, ilustração, design, arquitetura e uma cambada de outras coisas legais.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Market Look com Jacqueline Lafloufa

Meu bate papo de hoje é com uma profissional super conectada. Ela é jornalista digital desde 2009, escrevendo especialmente para publicações online como o site de criatividade Brainstorm#9, é curadora da seção BUZZ da Revista Galileu e é colaboradora no Tecnoblog.

Conversei neste Market Look com a Jornalista Jacqueline Lafloufa sobre etiqueta digital, conectividade, novas mídias e os famosos selfies como novo hábito cultural. Confira!!!

Market Look com Jacqueline Lafloufa

Blog do Fernando Coelho: Com a velocidade da informação proporcionada pelas plataformas digitais, o consumidor teve seu poder social potencializado. Como você enxerga as transformações culturais proporcionadas pelas redes sociais e como isso impacta os negócios do mundo?

Jacqueline: A conectividade proporcionada pela chegada dos smartphones e conexão de dados móveis foi provavelmente a última grande revolução do consumidor. Agora ele pode pesquisar preços de produtos a partir da própria loja física, ou pode escolher não sair de casa para fazer essa compra. Pode também conferir com seus amigos das redes sociais quais marcas são confiáveis, quais tratam bem seus clientes, respondem dúvidas e garantem a qualidade do produto.

Acredito que a junção de mobile, 3G e redes sociais deu ao consumidor um poderio enorme, e as empresas precisam aprender a não querer empurrar esse consumidor "para baixo do tapete", sumindo com reclamações ou dando respostas genéricas. É necessário atender de forma cada vez mais educada e sincera, sob pena de perder não apenas um cliente, mas toda a rede de influência que ele tiver. Ao mesmo tempo, há a parte positiva: cada consumidor é um potencial influenciador da sua rede, e uma postagem positiva, um elogio e uma indicação são valiosíssimas para as empresas. 

Blog do Fernando Coelho: Cada nova mídia que surge, junto nasce a polêmica sobre a morte de uma outra. Foi assim com o jornal, rádio e tv, agora é a vez da internet e mídias sociais (não tão novas assim). Segundo a Forrester, a partir de 2016 o investimento em campanhas digitais será maior que em tv. Qual seu olhar a respeito desta afirmativa?

Jacqueline: Sobre a primeira afirmação, não acredito nela. Mídias não matam umas às outras, elas surgem para atender às novas necessidades. A TV não chegou para matar o cinema ou o rádio, ela veio para atender a uma nova demanda. Assim também é com a internet e as redes sociais. Mídias anteriores precisam pensar em se atualizar/se adaptar aos novos tempos, aos novos interesses, senão irão mesmo definhar, não porque a 'nova mídia' a matou, mas porque ela deixou de ser relevante. Acerca de investimentos em campanhas, a Forrester tem uma das estimativas mais otimistas. Outras empresas de pesquisa, como eMarketer, Magna Global e BI Intelligence preferem manter estimativas mais conservadoras, dando conta dessa mudança da liderança de investimentos para 2017 ou 2018. Mas o ponto principal é que sim, haverá um determinado momento em que a internet será mais interessante como plataforma de anúncios do que a TV, pois suas possibilidades de direcionamento e segmentação, bem como a medição de ROI, são muito mais interessantes e assertivas do que a oferecida pela TV atualmente. Essa mudança se deve também ao crescimento de tempo gasto pela audiência em plataformas digitais, como a internet e dispositivos móveis. É importante, contudo, destacar que a TV não perderá a sua importância - a tendência é que ela deixe de ser a líder no recebimento de investimento de mídia, mas é bem provável que mantenha a vice-liderança.


Blog do Fernando Coelho: O social digital está deixando as pessoas mais antissociais?

Jacqueline: A culpa não é das mídias sociais, ou da internet, ou dos smartphones. A culpa é de quem se permite ser antissocial, e da nossa moral de convivência, cada vez mais permissiva, que autoriza, ou ao menos não reprime, quem usa do digital como barreira entre si e o mundo real. A internet ainda é uma novidade muito recente para a nossa sociedade - tem cerca de 20 anos no Brasil - o que faz com que não saibamos muito bem como lidar com o impacto dela nas nossas relações sociais. Acredito que dentro dos próximos anos vamos desenvolver uma espécie de etiqueta do digital. Assim como muitos de nós aprendemos que não se deveria ligar para a casa de alguém (no seu telefone fixo) depois das 22h, a não ser que fosse uma emergência, também vamos acabar, por tentativa e erro, aprendendo pequenas regras de etiqueta digital. Não podemos culpar nossas falhas de comportamento nas novas ferramentas.  

Blog do Fernando Coelho: E os famosos selfies? Como potencializar este novo hábito a favor das marcas?

Jacqueline: A Rosana Hermann disse certa vez que o selfie é o novo autógrafo, e eu concordo com ela. Durante as eleições, tivemos as "Rousselfies", fotografias dos eleitores com a presidenta, então acho que as marcas podem usar esse viés de autógrafo, de algo exclusivo e somente obtido pessoalmente, bem como as chamadas instamissions, fotografias temáticas, geralmente postadas no Instagram, que engajam a audiência, seja com selfies ou não.

Blog do Fernando Coelho: Qual seu Market Look? Qual sua visão de vida, de mundo e do mercado?

Jacqueline: Uma das coisas que aprendi nos últimos anos é que a grande sacada é não ter medo do novo, ter a paciência de compreendê-lo, analisá-lo, observá-lo e imaginar usos positivos dele dentro do cenário que precisamos. Portanto, acredito que nesse ambiente cada vez mais digital que vivemos, temos que nos esmerar em temer menos e experimentar mais, aprendendo com essa experiência e buscando acertar de novo, evitar escorregar no mesmo erro, e seguir em frente. Não é algo fácil, mas também é uma das minhas visões pessoais sobre a vida - não sabemos de muita coisa, e precisamos continuar em frente mesmo assim, tentando repetir os acertos e minimizar os erros. Acho que esse pode ser um bom norte para não esmorecer frente às dificuldades da vida, e também para conseguir aproveitar as oportunidades, seja na vida pessoal, na carreira ou nos negócios. 

BIO:

Jacqueline Lafloufa é jornalista digital desde 2009, escrevendo especialmente para publicações online. Além de editora no Brainstorm#9, site dedicado a assuntos sobre criatividade, inovação e propaganda, também é curadora da seção BUZZ da revista Galileu, blogueira do BrasilPost, colaboradora no Tecnoblog com matérias especiais, professora convidada no Comunique-se e consultora em mídias digitais. Integrou a equipe do Blue Bus, importante veículo do setor publicitário, durante 4 anos, chegando ao posto de editora executiva. Mediou debates em eventos como o youPIX e Campus Party em diversas edições e prestou consultoria para reportagens da TV Vanguarda. Nas horas vagas, faz traduções voluntárias de artigos que considera relevantes. Para saber mais: www.lafloufa.com

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Look Market com Edimar Filho

Toda criação, toda campanha e qualquer comunicação precisa ter verdade, tom, emoção. Esse é o caminho para alcançar a mente e coração do cliente. Para conversar sobre essa e outras temáticas, convidei Edimar Filho, Diretor de Criação da Faz Promo – Empresa do Grupo Phocus. Aprecie sem moderação e boa leitura.
Look Market com Edimar Filho
Blog do Fernando Coelho: o ser humano é muito mais emocional que racional, qual a melhor forma de criar conexões com os clientes e aproximá-lo da marca?
Edimar: Tenho aprendido que o segredo para qualquer campanha é, antes de criá-la, achar a sua verdade. A verdade quase sempre é algo incontestável, quando você parte dela você tem muito mais chances de tocar o público alvo.
Blog do Fernando Coelho: ligando com a pergunta anterior, em um mercado em que todo mundo ficou igual, a marca e sua percepção de valor é que diferenciam as organizações. As marcas locais do varejo, entendem essa primícia?
Edimar: O varejo tem um objetivo muito claro de alcançar o público consumidor na sua essência e dizer o que esse público quer ouvir quase sempre aponta para a necessidade de responder a perguntas como “quanto custa?”, “até quando tem?” e “o que é preciso fazer para comprar?”. Acredito que as grandes marcas antes de vender produtos vendem valor, entendo que algumas grandes empresas necessitam de um trabalho de marketing mais abrangente que mostre essa necessidade de construção e manutenção da marca, porque isso é o que vai torná-la mais vendável sempre.
Blog do Fernando Coelho: onde está o cliente (consumidor)? Na TV? No digital? São perguntas decisivas para um planner na hora de propor uma solução de comunicação. As marcas cada vez mais estão investindo em geração de conteúdo. Como você enxerga este cenário e o que nossa praça está fazendo para acompanhar esta tendência?
Edimar: O cliente é cada vez mais nômade e, algumas vezes, até onipresente. Falar com esse cliente é primordial e, diferente do que foi por muito tempo, a comunicação integrada que tinha apenas um argumento, tem tido a necessidade de falar de outras formas, respeitando a particularidade de cada meio. Se aproximar do cliente é também dar a ele a oportunidade de participar do dia a dia da empresa, entendendo o que ela pensa em relação ao que acontece no mundo.
Blog do Fernando Coelho: As ações promo são ativos intangíveis da comunicação. O cliente (anunciante) quer acima de tudo resultados palpáveis. Como vocês mensuram as ações que realizam? Como isso é convertido em resultados para o cliente?
Edimar: Acho que Live Marketing em muitas vezes chega a permitir um controle de resultados mais palpável do que as outras mídias, uma vez que as ações promocionais permitem uma aproximação literal da marca com o público final, permitindo além do primeiro contato um feedback instantâneo de aceitação ou não do que está sendo apresentado. Acredito que toda mensuração de resultado parte de um objetivo, se o objetivo do cliente for claro em relação a visitas, por exemplo, a gente consegue mensurar bem o volume de pessoas impactadas através de artifícios como voucher (vale desconto – vale prêmio), numerando quantas visitas apresentaram o elemento da ação. Se o objetivo for em relação a vendas, o calculo é feito em cima do investimento, o que chamamos de ROI (Retorno sobre investimento), esse cálculo permite uma visão clara ao cliente que no final das contas quer saber se valeu ou não a pena o investimento naquela determinada ação promocional. ( ROI = Lucro do Investimento - Custo do Investimento / Custo do Investimento X 100)
Blog do Fernando Coelho:  em uma frase, qual seu Market look? Qual sua visão de mundo, mercado e das pessoas?
Edimar: Quem vive pra imitar alguém nunca vai ser referência pra ninguém.  
MINI-CURRICULO:
Dir. de Criação da Faz Promo (Setor de Live Marketing /Grupo Phocus)
Publicitário/ Comunicação Social ( Faculdade São Luis); Pós Graduando (Marketing e Publicidade). Experiências: Redator Phocus Propaganda; Analista de Comunicação – GUIMAR / VALE - Implantação de Projetos de Logística); Dir. de Marketing – 92FM

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Look Market com Edu Martins

 
Meu convidado deste market look é apreciador de violão, tipografia e karate. Para ele, viver é uma produção constante se signos, ou seja, você pode comunicar com uma música ou com um layout, mas precisa comunicar algo verdadeiro.
 
“Apaixonar-se pela primeira ideia é proibido”, é isso que pensa Edu Martins, Publicitário e Especialista em Semiótica! Aprecie sem moderação o bate papo com esse small giants da nova safra de publicitários maranhense.
 
Look Market com Edu Martins
 
Blog do Fernando Coelho: antes de qualquer pergunta, é um prazer te receber aqui no blog! Vamos começar! Certa vez, conta a história, Gonçalves dias estava em um trem e uma nobre francesa pediu para conhecer aquele homem de sábias palavras, quando ele se apresentou ela com olhar irônico perguntou: - este homem baixo e franzido que é o famoso Gonçalves Dias? A resposta dele foi imediata: - é nos pequenos frascos que se encontram os melhores aromas. Edu, qual sua posição sobre os anúncios minimalistas?
 
Edu: Confesso que tenho um apreço particular por layouts minimalistas. Acredito que, em se tratando de anúncios publicitários, os minimalistas estão entre os melhores. Ao abrir qualquer anuário é fácil se deparar com uma quantidade imensa de grandes ideias premiadas traduzidas em textos ou imagens simples. É aquele lance de que “menos é mais” e que “a boa ideia é aquela que pode ser contada de forma simples”. Eles geralmente dão aquela sensação de “putz, por que não pensei nisso antes?” e isso é bem legal porque as pessoas se identificam. Acredito também que esse tipo de anúncio é o mais complexo de se criar. Contar histórias, verdades e conceitos em uma frase ou em um único ícone, por exemplo, não é tarefa fácil. É um trabalho árduo, mas que geralmente dá bons resultados.
 
Blog do Fernando Coelho: Sua especialização é em Semiótica! Qual a importância da semiótica para a construção de um anúncio de fato impactante e que gere envolvimento com quem é impactado?
 
Edu: Para começar, a Semiótica é uma ciência que envolve todo tipo de linguagem, o que já diz muita coisa. Todo o tempo o ser humano produz signos, isso se dá até no seu ato de pensar; arrisco dizer que viver é uma produção de signos. Partindo disso, acredito que compreender esse processo de geração de signos é importante no desenvolvimento de qualquer forma de comunicação.
 
Diversos pesquisadores já estudaram como a análise semiótica pode ser utilizada como uma ferramenta eficaz de redução de dissonância entre o que o objeto analisado se propõe a representar e a forma como o observador o interpreta. Acredito que, no que diz respeito a construção de anúncios impactantes, a semiótica é útil para traçar um descritivo da representatividade (o que chamamos de estruturação sígnica) da peça em relação à pessoa que a vai interpretar, com um claro objetivo: garantir a coerência do que está sendo comunicado evitando interpretações equivocadas (ruído).
 
Falando assim pode até parecer algo burocrático, mas a verdade é que o bom criativo, de certa forma, já faz isso inconscientemente.
 
Blog do Fernando Coelho: o que é fundamental para criação de conceito de campanha?
 
Edu: Verdades e volume de ideias.
 
Estamos num momento em que comunicar coisas verdadeiras é o que há. Foi-se o tempo dos trocadilhos e frases de efeito. Se estes forem recursos para se comunicar algo verdadeiro, tudo bem, mas se não disserem nada com nada, não funciona; o target não se identifica.
 
Encontrada a verdade, é importante encontrar várias formas de contá-la, gerando o máximo de ideias possível. Neste caso, quantidade gera qualidade. Apaixonar-se pela primeira ideia é proibido.
 
É assim que as grandes agências e os profissionais de referência trabalham e é dessa forma que estou buscando trabalhar atualmente.
 
Blog do Fernando Coelho: “Quem tem estilo é artista plástico, o diretor de arte nāo pode ter essa pretensão” Essa frase é de Ricardo Alonso (já atuou em agências como Loducca, F/Nazca, McCann e TBWA). Você concorda ou não? E se não, qual o estilo de Edu Martins?
 
Edu: O diretor de arte não pode ter essa pretensão, mas acaba por fazê-lo. Eu por exemplo tenho uma tendência minimalista e organizada. Gosto de layout simples, bem alinhado e não sou fã de texturas também. Acredito que cada job é um job e o D.A. deve tratá-los dentro do que cada um exige em particular. Mas não tem como negar que o D.A. deposita suas características no trabalho, querendo ou não. Chamo isso de estilo.
 
Blog do Fernando Coelho: Em uma frase, qual seu look market? Qual seu olhar sobre o mundo, as pessoas, a vida e o mercado?
 
Edu: Gosto do trecho de uma música do Alex Turner que diz mais ou menos o seguinte: "se você vai tentar andar sobre as águas, certifique-se de usar sapatos confortáveis". Acredito que devemos sempre estar em busca de novos desafios, mas preservar certa segurança é fundamental. Tenho uma natureza cautelosa; gosto de arriscar, mas também gosto de saber onde estou pisando.
 
MINI-CURRíCULO
 
Edu Martins é técnico em Design Gráfico pelo CEFET-MA, Graduado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade São Luís e possui MBA em Comunicação e Semiótica pela Universidade Gama Filho. Possui cursos em Direção de Arte Avançada pela ESPM e da Suíte Adobe Design Premium CS5 pelo Grupo Photopro. Já passou por agências como Phocus, AG10 e agora atua como Diretor de Arte na FAZ! Promo. É também membro da pré-CORDe na candidatura de São Luís como sede do RDesign em 2015. Violão, tipografia e karate são seus hobbies.
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Inovação versus Criatividade





Já falei aqui no blog que inovação e criatividade são comportamentos que todos dentro da organização devem possuir.

Mas o que é criatividade? Sob o ponto de vista neurocientífico é um conjunto de atividades exercidas pelo cérebro na busca de padrões que provoquem a identificação de novos objetos.

O processo de criatividade acontece da seguinte maneira - uma pessoa baseada em seu repertório realiza uma ligação de signos fundamentadas nas atuais oportunidades, surgindo então o “novo”.  Após esse procedimento natural vem a inovação (ou não).

E a inovação? O que é? Basicamente é a renovação, está diretamente ligada com a atitude, o fazer, ou seja, é pegar o produto intelectual fruto da criatividade e executá-lo. Inovação é a exploração com sucesso de novas ideias.

Na verdade uma pessoa criativa nem sempre é inovadora! É simples entender: se a pessoa tem a ideia e não executa,  ela apenas é criativa. Se a pessoa não tem a ideia, mas executa, ela é inovadora. E se a pessoa tem ideia e executa, ela é criativa e inovadora.

O ideal dentro das organizações é a formação de equipes multifacetadas, reunindo talentos e experiências de áreas distintas possibilitando o maior nível de criatividade e inovação.

O fundamental mesmo é a constante inovação (e experimentação), somente dessa maneira conseguiremos uma posição diferenciada no mercado.

Vamos criar e inovar! “Criativação” já!

@coelhofernando